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"Lembra? Oh, eu não faria isso!
Lembrar é perigoso... eu vejo o passado
como um lugar cheio de ansiedade.
O "pretérito imperfeito", como você chamaria.
Ah, ah, ah, ah!"
Curinga, "A Piada Mortal"

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sexta-feira
16/10/2009

Meissner_effect_zoom

Você não está ficando louco! É um fenômeno (nem tanto) natural, mas pode ser provocado se as condições estiverem a favor. Um dos tipos de materiais que demonstram esse comportamento são chamados de supercondutores, que apresentam o fenômeno da supercondutividade, que é explicado, de maneira simples, pela ausência completa de resistividade elétrica no material em tempertaturas abaixo do que se chama de temperatura crítica. Como a corrente elétrica induz um campo magnético (e vice-versa), a enorme corrente gerada dentro do supercondutor gera um super campo magnético que expulsa qualquer outro campo que esteja passando pela vizinhança do material. Esse vídeo (ou esse) demonstra de maneira simples como a coisa funciona e as possiveis aplicações de tal efeito.

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    segunda-feira
    06/07/2009

    Se um dia encontrarmos vida no sistema solar, é mais provável que seja na forma de algumas células do que homenzinhos verdes. Mesmo assim, encontrar qualquer forma de vida além da Terra seria algo extraordinário. As melhores apostas são:

    1 – Enceladus
    Enceladus
    A sexta maior lua de Saturno é tida como o mais provável lugar, graças à sua “aconchegante” temperatura e a presença de água e moléculas orgânicas simples. A superfície dessa gelada lua é 99% de água congelada, com uma boa chance de conter água na forma líquida também. Observações feitas pela sonda Cassini durante sua passagem em 2005 pela Enceladus, sugere a presença de carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio – elementos para a formação de moléculas orgânicas necessárias para as formas de vida que conhecemos. Essa lua também aparenta ter um núcleo líquido de rocha derretida. Imagem: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA.

    2 – Europa
    Europa
    Europa, lua de Júpiter, também aparenta ser um ambiente propício à vida, graças as suas intensas atividades aquáticas e vulcânicas. Embora a superfície aparenta estar congelada, muitos suspeitam que abaixo dela existe um oceano de água no estado líquido. A atividade vulcânica nessa lua poderia prover calor para suportar a vida, bem como importantes elementos químicos necessários a organismos vivos. A vida microbiológica poderia sobreviver próxima a fontes hidrotermais em Europa, assim como acontece na Terra. Imagem: Galileo Project, JPL, NASA; reprocessed by Ted Stryk.

    3 – Marte
    Marte
    O “planeta vermelho” é o planeta do sistema solar mais parecido com a Terra, com um tamanho e faixa de temperatura comparativamente similar ao nosso planeta. Possui grandes massas de água congelada nos polos e uma considerável chance de ter água no estado líquido em sua superfície. A atmosfera do planeta não é forte o bastante para constituir um escudo contra a letal radiação solar, de forma que micróbios só poderiam existir abaixo da superfície. Evidências também sugerem que Marte foi mais habitável no passado, e que a água corria pela sua superfície. Imagem: NASA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA).

    4 – Titã
    Titã
    A maior lua de Saturno aparenta ter hospedado formas de vida, pois sua espessa atmosfera é rica em compostos que marcam a presença de organismos vivos. Atualmente nessa atmosfera há grande presença de metano, que é normalmente destruído pela luz do sol.  Na Terra, a vida constantemente expele metano, de forma que poderia ser responsável também pelo metano de Titã. Titã é muito fria e se a água no estado líquido existir, deverá estar bem abaixo de sua superfície congelada. Imagem: NASA.

    5 – Io
    Io
    Io, outra lua de Júpiter, é uma das poucas luas do sistema solar a suportar atmosfera e ela contém elementos químicos complexos que poderiam suportar vida. Atividades vulcânicas nessa lua também a torna mais quente do que muitas outras – outro bom sinal. As esperanças sobre Io são poucas, pois sua localização dentro do campo magnético de Júpiter faz com que seja bombardeada por radiações letais. Sua violenta superfície também aparenta ser inóspita, com temperaturas frias demais para suportar vida até temperaturas mortalmente quentes. Imagem: The Galileo Project, JPL, NASA

    Do artigo original da Wired.

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    sexta-feira
    21/11/2008

    Tipos de CNT
    Nanotubos de carbono (CNTs) são estruturas tubulares formadas por átomos de carbono ligados entre si de forma hexagonal. Uma estrutura dessas, teoricamente chega a ser 100 vezes mais forte do que o aço e 6 vezes mais leve. Essa resistência acontece porque em nível subatômico, os átomos de carbono são presos uns aos outros através de não uma, mas duas de suas camadas de elétrons. Isso permite, por exemplo, criar tubos cujo comprimento pode ser mais de um milhão de vezes o seu diâmetro.

    De tantas possibilidades de aplicação dos CNTs, aqui estão 10 das mais intrigantes:

    1 – Elevador Espacial

    Enviar uma carga ao espaço através de foguetes é muito caro (cerca de 20 mil dólares por kilo) e perigoso. Alguns estudos propõem um elevador muito alto que vai desde o chão até além da atmosfera terrestre. Torná-lo uma realidade requer um cabo muito longo e forte que leve um carro de elevador até um ponto fixo geoestacionário a 22 mil milhas de altura. Os CNTs são o único material apto para a tarefa. Um projeto desses criaria um escoamento seguro para lixo nuclear e daria vida à industria do turismo espacial.

    2 – Chips de Computador Mais Rápidos

    A velocidade de processamento de um chip de computador depende do número de transistores que ele tem. Hoje, típicos processadores de computadores utilizam menos de meio bilhão de transistores. Dependendo de como os hexágonos de carbono são ligados, os nanotubos podem se comportar também como semicondutores, e utilizando-os no lugar de transistores , a capacidade dos chips aumentaria muito, pois cada nanotubo tem apenas um nanômetro de largura.

    3 – Melhores Células Solares

    Materiais semicondutores, quando alterados com certas impurezas, são utilizados em células solares. Devido ao tamanho reduzido dos CNTs, ao serem disponibilizados como células solares, produziriam muito mais eletricidade por centímetro quadrado do que as tradicionais células solares de silício.

    4 – Tratamento do Câncer

    CNTs são tão pequenos que poderiam um dia ser utilizados para destruir células cancerosas individuais. Tratando os CNTs com certas proteínas, cientistas estão desenvolvendo um método de ligá-los especialmente à células cancerosas. Uma vez na célula cancerosa, um CNT que é um excelente condutor de calor, poderia ser exposto à luz infravermelha através da pele do paciente. A luz aqueceria cada CNT a uma temperatura alta o bastante para destruir as células cancerosas.

    5 – Televisões Melhores e Mais Finas

    Televisões tradicionais são formadas por um canhão de elétrons na parte de trás de uma grande peça de vidro que dispara elétrons para a parte da frente da tela. Quando o elétron chega à tela, ele atinge uma substância baseada em fósforo, que então emite brilho. Novos displays baseados em CNTs, contariam com matrizes formadas por nanotubos, que são excelentes emissores de elétrons. Na frente de cada nanotubo, teria uma porção microscópica de fósforo. Isso vai permitir criar um display de apenas alguns milímetros de espessura, alto brilho, altíssima resolução e vai consumir menos energia do que displays de plasma e de cristal líquido.

    6 – Melhores Capacitores que Substituem Baterias

    Ao invés de armazenar eletricidade quimicamente como uma bateria, capacitores armazenam energia fisicamente em materiais chamados dielétricos. Quanto maior a superfície do dielétrico, mais carga um capacitor pode armazenar. A idéia é trocar os dielétricos de capacitores por CNTs com áreas incrivelmente grandes. Mas qual é o uso disso, uma vês que já temos baterias? As baterias podem demorar horas para serem carregadas, mas capacitores carregam-se instantaneamente. Imagine carregar um notebook em menos de um segundo.

    7 – Telas Flexíveis

    O sonho de TVs dobráveis e de telas de computadores que cabem no bolso das pessoas tem sido até agora atrapalhado pela rigidez dos semicondutores de silício. Contudo, CNTs são muito flexíveis quando comparados ao silício. Pesquisadores da University of Illinois-Urbana-Champaign estão desenvolvendo displays de CNTs que poderão um dia formar dispositivos flexíveis e enroláveis.

    8 – Recomposição de Ossos

    Pesquisadores da University of California-Riverside descobriram que CNTs podem ajudar no crescimento das células ósseas, uma vez que CNTs podem atrair cristais de cálcio. Essa tecnologia poderia ser utilizada um dia para ajudar indivíduos com doenças ósseas ou com ferimentos graves que precisem de recomposição óssea.

    9 – Armadura Corporal

    Pesquisadores da Cambridge University descobriram como trançar muitos nanotubos de carbono juntos para criar fibras com a mesma resistência do Kevlar, um material composto utilizado para fazer roupas à prova de balas. Tecidos de CNTs superariam o Kevlar em resistência e seriam mais leves. Depois de sua popularização e queda de preço, poderia ser utilizado para fabricar armaduras corporais.

    10 – Flywheels mais rápidas

    Uma flywheel é como uma bateria que armazena energia, mas não é energia elétrica. Elas são rodas que armazenam energia mecânica girando a uma velocidade muito rápida. O problema é que quando estão numa velocidade rápida demais, elas se rompem, devido ao limite de resistência de seu material. Utilizando CNTs, as flywheels poderiam armazenar mais energia e não se romperiam com tanta facilidade. Enquanto as flywheels atualmente são utilizadas para fins muito específicos, tais como carros de corrida e no-breaks, os novos modelos feitos de CNTs poderiam ser empregados em carros híbridos e no transporte público.

    Baseado no artigo original de Ben Perlman, para o DiscoveryTech.

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