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"Lembra? Oh, eu não faria isso!
Lembrar é perigoso... eu vejo o passado
como um lugar cheio de ansiedade.
O "pretérito imperfeito", como você chamaria.
Ah, ah, ah, ah!"
Curinga, "A Piada Mortal"

Arquivo da categoria ‘Experimentos’


segunda-feira
08/02/2010

Se você é daqueles que gosta de brincar com simuladores e coisas do tipo, não pode perder a oportunidade de dar uma olhada (e uma brincada também) neste simulador 2D de física mecânica chamado Phun-2D. Esta versão é completamente free é e uma ferramenta muito boa para diversas finalidades, inclusive didáticas (para mim que sou professor). Com esse brinquedinho você pode simular tudo o que você imaginar em relação a mecânica, desde de blocos deslizantes em planos inclinados (tipo naquele problemas “bizonhentos” de física do ensino médio) até engrenagens e até trabalhos hidráulicos (confesso que nessa parte o simulador deixa a desejar um pouco, mas é legal mesmo assim). Você ainda pode associar teclas para fazer rodar eixos, motores, peças, etc e também consegue mexer com propriedades físicas assim como o atrito entre superfícies e o coeficiente de restituição de impacto.

Ainda rola pela net a versão “full” do brinquedinho, que se chama Algodoo, mas não é free, ou seja, você precisa de umas gambiarras para fazer ele funcionar. Não digo aqui como crackear o bixinho, mas digo que ele existe pelo vasto mundo quase infinito da internet. A versão full conta com trabalhos óticos assim como reflexão e difração da luz de lasers em objetos transparentes ou não. Também possui uma demonstração vetorial das forças existentes na simulação demonstrada. Tais coisas valem pelo menos o download da versão demo do Algodoo.

PS.: Foi mal a demora a postar… fim de ano, férias, família, praia… nem tudo colabora para a nerdisse mórbida =D

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    sexta-feira
    16/10/2009

    Meissner_effect_zoom

    Você não está ficando louco! É um fenômeno (nem tanto) natural, mas pode ser provocado se as condições estiverem a favor. Um dos tipos de materiais que demonstram esse comportamento são chamados de supercondutores, que apresentam o fenômeno da supercondutividade, que é explicado, de maneira simples, pela ausência completa de resistividade elétrica no material em tempertaturas abaixo do que se chama de temperatura crítica. Como a corrente elétrica induz um campo magnético (e vice-versa), a enorme corrente gerada dentro do supercondutor gera um super campo magnético que expulsa qualquer outro campo que esteja passando pela vizinhança do material. Esse vídeo (ou esse) demonstra de maneira simples como a coisa funciona e as possiveis aplicações de tal efeito.

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    domingo
    16/11/2008

    Nessa experiência, fizemos uma pilha elétrica de limão e com ela, alimentamos um relógio digital de pulso. O experimento pode ser feito em pouco tempo (menos de duas horas) e não requer materiais complicados.

    História

    Tudo começou com um físico italiano chamado Alessandro Volta (1745-1827) que fazia testes com diferentes tipos de metais colocados em taças de vinho. Volta descobriu que dependendo da combinação dos metais no vinho, ele poderia obter diferentes grandezas de tensão elétrica. Mais tarde, ele substituiu o vinho por ácido e a tensão obtida foi ainda maior. Empilhou esses metais intercalados com feltro embebecido em ácido e estava inventada a pilha elétrica.

    O Experimento

    O que fizemos aqui foi uma reprodução da pilha elétrica de Volta, obtendo diferença de potencial elétrico (tensão) e alimentando um relógio digital de pulso com a pilha de limão. Aqui vai o material necessário:

    • Limões – de onde obtemos o ácido cítrico;
    • Cobre – nesse caso, algumas moedas de 5 centavos;
    • Zinco – nesse caso, chapas de zinco retiradas de um velho capacitor eletrolítico;
    • Fios elétricos – para fazer as ligações necessárias;
    • Um relógio de pulso digital – de camelô mesmo :-)
    Lista de material necessário.

    Passo 1 – Preparando o Relógio

    A primeira coisa a fazer é preparar o relógio para a experiência. Abrimos o relógio com uma chave de fenda e retiramos o “mecanismo”. Na parte de trás desse mecanismo, fica a pilha que alimenta o relógio. Retiramos essa pilha e substituímos por dois fios.

    Relógio digital de pulso desmontado. Relógio digital de pulso - lado B

    É importante observar a polaridade do mecanismo e da pilha. Nesse caso (e creio que em quase todos os casos), o polo positivo fica na carcaça (parte de metal que fica atrás do mecanismo) e o polo negativo da alimentação fica do lado oposto. Na foto abaixo, o fio do lado esquerdo liga o polo positivo e o do lado direito liga o negativo.

    Instalando os fios nos terminais posito e negativo do relógio.

    Passo 2 – Abrindo o Capacitor

    Como foi citado anteriormente, para esse experimento utilizamos cobre e zinco. Obtemos o cobre utilizando uma moeda de cinco centavos (Tiradentes). No caso do zinco, aproveitamos de um velho capacitor eletrolítico, que possui o zinco em forma de folha enrolada. Para abrir o capacitor, foi utilizado um alicate comum, apenas.

    Capacitor eletrolítico desmontado.

    O capacitor eletrolítico possui duas lâminas de metal enrolado sobre um papel embebecido em uma substância oleosa. Esses metais normalmente são o alumínio (mais claro) e o zinco (mais escuro). Desenrolando o material e utilizando uma tesoura comum, fica fácil obter um pedaço de zinco. Algumas variações dessa experiência costumam utilizar um prego no lugar da chapa de zinco.

    Passo 3  – Fazendo a Pilha

    No polo negativo do fio do relógio, fixamos a placa de zinco. No polo positivo, enforcamos o Tiradentes  :-) .

    Relógio com o polo positivo ligado ao cobre e o negativo ligado ao zinco.

    Nesse experimento, como obtemos apenas cerca de 0.4V  de cada conjunto limão+cobre+zinco, tivemos que utilizar 3 limões ligados em série. O relógio então funcionou normalmente com os 1.259V gerados pelos 3 limões.

    Pilha de limão alimentando o relógio. Multímetro medindo a tensão da pilha.

    A tensão obtida pode depender dos metais utilizados, da quantidade de suco dentro do limão, do tipo de limão e da maneira com que esses metais são inseridos na fruta.  Existem variações dessa experiência onde pode-se encontrar combinações com alumínio no lugar do cobre e utilizar outras frutas e tubérculos no lugar do limão, tais como abacaxi, laranja, banana ou batata.

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    • Me faz lembrar os tempo de Gagarin, quando o mundo estremeceu ao som de nossos foguetes. Hoje o mundo estremecerá com o nosso silêncio. — Ramius, “Caçada ao Outubro Vermelho”